16 de setembro de 2014

Sobre morar "sozinha"

Foto escolhida como foto de abertura do post somente porque não tem outra melhor. Além disso, foi feita entre os integrantes da falecida Moulin Rouge.

Sim, morar sozinha entre aspas porque quando digo "sozinha", quero dizer longe da família, com quem você esteve acostumado a vida toda. No meu caso, eu morei "sozinha" durante o período da minha faculdade e no meu intercâmbio para Londres.
Aos meus 17 anos, depois de ter feito um ano de cursinho, e passado no curso de Arquitetura e Urbanismo da UNESP, mudei para Bauru, cidade que abriga o campus. Lembro perfeitamente de como odiei aquela cidade esquisita, não sabia dizer exatamente o que eu não havia gostado naquele lugar, só sei que, desde a primeira vez que prestei vestibular (no final do antigo terceiro ano do ensino médio) e fui para lá fazer a prova de aptidão, tive uma impressão ruim da cidade. E não, não vai ser um clichê de como a cidade transformou minha vida e eu passei a adorá-la: a cidade transformou minha vida, mas continuei não indo com a cara dela.
Quis prestar vestibular em cidades fora São Paulo primeiro porque eu pensava em morar longe, não era uma possibilidade estranha a mim, e também porque meus pais faziam questão que seus filhos fizessem faculdade pública, pelo nome e porque sejamos sinceros, é de graça. Tudo bem que você vai gastar com moradia, transporte, comida, etc, e no final pode dar na mesma dependendo do curso que você quer, mas vai por mim, morar "sozinha" é bom para o seu crescimento.
No primeiro ano de faculdade, eu morei num pensionato, pois só tinha o dia da matrícula para arranjar um lugar para ficar e também porque eu não queria ficar na casa de veteranos - a maioria tinha aquele velho discurso de "bixo burro, bixo é empregada doméstica, bixo é escravo". Por isso, acabei num pensionato, e olha, é caro. Valeu a pena pois conheci gente bacana (e infelizmente gente nem tão bacana assim), e quando o ano e o contrato acabaram, mudei com algumas pessoas que fizeram parte dos 11 moradores do pensionato para uma casa, a que chamamos de Moulin Rouge (longa história). No princípio foi tudo maravilhas, arranjamos uma casa, saímos de férias e quando voltamos, estávamos todos lá, menos uma pessoa, que não chegava nunca. Posteriormente ela falou com a gente e disse que não iria fazer mais faculdade por motivos que não cabem escrever aqui, mas cara, que saudades sinto dela, uma pessoa realmente legal. Assim sendo, abriu uma vaga na república.
Como o lugar onde a casa ficava era um bairro humilde, arranjar outra pessoa para morar lá com a gente foi meio difícil. O que acabou acontecendo foi que três pessoas vieram morar com a gente: uma menina doidinha, que sumiu assim como chegou. Não deu tchau nem nada, simplesmente evaporou enquanto estávamos de férias. A outra foi uma pessoa muito gente boa, que ficou só um pouquinho, mas essa não era doidinha e sempre deixou claro o tempo que iria ficar lá. A terceira é a minha atual companheira de quarto, que se mostrou uma grande amiga durante o tempo em que moramos sob o mesmo teto. Mas antes do terceiro elemento chegar, um outro membro da república saiu, pois tinha arranjado uma oportunidade ótima em outra cidade.
Mas como tudo não é rosas, e tem gente teimosa que acaba folgando e querendo controlar tudo, a república acabou se desfazendo. Mas tudo bem, o clima já era horrível na casa e era a coisa mais natural de ocorrer, e eu e mais duas meninas da falecida Moulin Rouge juntamos nossas trouxas, arrastamos mais uma menina (coitada, tão boazinha e quietinha) e fundamos a Rep. Rego ou Rep. Queens (nunca conseguimos decidir pelo nome, então ficou os dois). Atualmente essa é a nossa home sweet home em Bauru, e estou muito feliz de morar com as pessoas que moro, assim como de ter conhecido todo mundo que conheci.

Ao morar "sozinha", tive que lidar com a minha timidez, falta de maturidade e paciência, a saber partilhar o espaço com outros, e acima de tudo, impor limites e respeitar o dos outros. É uma experiência incrível, você sai da zona de conforto da sua família, conhece novas pessoas, com diferentes pensamentos, opiniões, costumes e educação. Você descobre partes de você mesmo que nem se dava conta que poderiam se tornar mais fortes. Eu com certeza sou uma pessoa muito mais paciente, positiva, bem-humorada, compreensiva e principalmente, madura. Agora vejo a vida com um olhar mais leve e responsável, e sei quem eu sou. Não mudei radicalmente, não me deixei influenciar: uma coisa boa que eu sempre tive, é que eu sempre soube dizer não a tudo aquilo que não queria. Não fumei, me droguei, fiquei bêbada, enfim, exemplos bestas para ilustrar que ninguém pode impor em sua personalidade, em seus ideais, os delas.
E não só as pessoas boas que compartilharam alguns trechos da minha aventura fizeram parte dessa minha melhora, as pessoas ruins também ajudaram, me mostrando exatamente aquilo que eu não gostaria de ser, o que eu gostaria que meus amigos não tivessem de conviver. 

Viver "sozinha" mas com um monte de gente com certeza foi uma experiência que eu precisava. Aprendi a valorizar mais a família e tudo de bom que eles faziam por mim. Um simples almoço pronto ao voltar da faculdade já fazia falta em alguns dias.

O duro foi voltar a ficar mais em São Paulo novamente neste último ano de faculdade (quando morei em Bauru eu voltava na maioria dos finais de semana para São Paulo). Eu moro em uma casa pequena, com dois quartos, sendo um deles a dos meus pais e o outro, meu e do meu irmão. Funcionava quando éramos pequenos, mas agora eu tenho 23 anos e  ele 26. Simplesmente não dá mais certo. Não é que eu tenha problema em dividir quarto: eu o dividi a vida inteira com meu irmão e em Bauru dividi por 2 anos e alguma coisa com três meninas diferentes, mas o caso é outro. Estou tentando lidar com isso da melhor forma possível, mas confesso que ainda não arranjei uma solução boa para o meu desconforto. Longe de mim reclamar da casa que meus pais conseguiram com tanto esforço, entendo que casas nunca foram baratas e se eles escolheram essa em específico, é porque era a melhor que eles tinham à disposição na época. Sou muito grata por tudo o que eles fizeram e fazem por mim.

Já em Londres, foi outra história: empolgação de estar num lugar que eu tanto quisera conhecer, energia positiva para receber e abraçar com entusiasmo o novo e tudo mais. Não tenho muitas dificuldades para ficar longe da família, e eu já estava bem calejada com a minha experiência em Bauru. Estava tudo bem e pude aproveitar ao máximo o intercâmbio.

A minha vida de morar "sozinha" está chegando ao fim. Mesmo com essa greve, acredito que eu dê adeus a essa vida ano que vem, e é impossível não se sentir nostálgica. Mas pelo menos vou me acostumando aos pouquinhos: já estou mais em São Paulo, só vou (ou deveria estar indo, não fosse pela greve) para Bauru duas vezes por mês, Mas ah, vou sentir saudades. Saudades de todos que encontrei nesse caminho, em especial as minhas lixosas, que moram atualmente comigo na Rep. Rego/Rep. Queens. O normal é que cada um seja de uma cidade quando se faz faculdade pública, e é triste pensar na dificuldade que será reencontrar amigos desta época em que estou agora. Ai ai, sinto que Bauru, afinal de contas, nunca sairá por completo de mim.



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Até a próxima!

13 de setembro de 2014

Winter Medley (De Tudo um Pouco!) de cara nova (novamente)


Já criei vários blogs, até perdi a conta de quantos, e com todos eles, eu sempre tive o mesmo grande desafio: o que postar e o nome.
Nesse meu último blog, o que mais eu trabalhei e investi meu tempo, decidi que escreveria sobre assuntos com os quais eu me sentisse à vontade, como fotografia, desenho, viagens, e tudo aquilo que eu descobrisse de novo e interessante e que valesse a pena compartilhar, sem pensar muito mesmo, diferentemente dos outros que tive, que focava em um único assunto e logo ele se esgotava. Agora, sinto que, apesar de algumas pausas que ocorrem por conta de falta de tempo, tenho coisas para postar e compartilhar.
Se pensar num assunto pro blog já é complicado, o nome então, nem me fale. Eu realmente não tenho muito talento para nomear coisas (ou mesmo animais e pessoas). Eu não lembro o nome dos meus outros blogs, mas com certeza devia ser algo nada criativo. Na época em que decidi criar este blog, travei por conta disso, não sabia que nome dar. Pensei em muitos, mas todos pareciam restringir demais o blog, puxando sardinha para um assunto, e foi aí que pensei no "De Tudo um Pouco!". Na ocasião, o nome me pareceu sensato e legalzinho, e eu acabei me acostumando com ele. Contudo, acabei me dando conta de uma coisa nesses tempos para cá: o nome é comum demais; vi várias lojas com esse nome ao fazer uma pesquisa no Google, e o pior: vários outros blogs com o mesmo nome. É um nome genérico, uma expressão comum, lógico que iam ter blogs com o mesmo nome, só não pensei nisso quando criei o blog e o nomeei assim.
Por isso, resolvi mudar o nome dele, e desta vez, tomei meu tempo, pensei com calma e pensei em Winter Sonata. Quem me conhecia da época do fotolog, talvez se lembre desse nome, e quem me tinha no MSN, vai se lembrar que meu email tinha esse domínio. Pensei, pensei, mas o único nome que me pareceu sensato foi esse, o de tempos atrás.
Porque Winter Sonata? Bom, sempre gostei de frio, nasci no verão no Japão mas cresci fazendo aniversários no inverno daqui, vi vídeos de mim mesma quando criança brincando na neve, sempre gostei da beleza dela e me encantei com ela novamente em Londres. Inverno, meu querido inverno. O Sonata a princípio foi por causa do jogo The Legend of Zelda: Ocarina of Time e The Legend of Zelda: Majora's Mask. Sim, um jogo. Quem jogou sabe que no decorrer da história, você aprende diversas músicas, todas elas num estilo musical diferente. Bolero, serenata, requiém, sonata, lullaby, bossa nova, minueto, nocturne, etc. No Majora's Mask, tem o Sonata of Awakening, e eu achei o nome do estilo bonito e eu gostava dessa música, só por isso eu criei o nome "Winter Sonata" na época. Depois, pesquisei sobre o estilo, ouvi a famosa Moonlight Sonata de Beethoven entre outras músicas e eu achei o estilo bem legal.
Maaaaas, eu pensei mais e mais, e queria ainda algo mais a ver com o blog ainda. Para ser bem sincera, eu estou escrevendo e editando este post faz meses, pois pensei em vários nomes mas acabava desistindo. Winter Sonata é legal, mas parece superficial considerando o porque de eu tê-lo escolhido há anos atrás. Foi aí que a Lindsey Stirling me deu uma luz: estava ouvindo um medley dela, relacionei com o sonata por ambos terem a ver com música e pronto, Winter Medley.
Do dicionário, aqui vai a definição de medley:

1. An often jumbled assortment; a mixture: "That night he dreamed he was traveling in a foreign country, only it seemed to be a medley of all the countries he'd ever been to and even some he hadn't" (Anne Tyler).
2. Music An arrangement made from a series of melodies, often from various sources.
3. Sports An event in competitive swimming in which backstroke, breaststroke, butterfly, and freestyle are swum in equal distances by an individual or as divisions of a relay race.
(Retirado do The Free Dictionary)

Traduzindo:
1. Muitas vezes uma mistura confusa de variedades; uma mistura
2. Música. Um arranjo feito por uma série de melodias, muitas vezes de várias fontes
3. Esporte. Um evento em uma competição de natação no qual nado de costas, peito, borboleta e estilo livre são nadados em distâncias iguais por um indivíduo ou por uma equipe.

O meu cantinho é assim, uma mistura confusa de vários assuntos. Medley. E assim ficou Winter Medley, para remeter ao Winter Sonata que eu tanto gostava.

Demorou um tempo do momento que eu finalmente me decidi pelo nome até o que eu finalizei a arte (no caso, o dia deste post). Pensei em diversas artes, desenhos, técnicas que seria melhor utilizar para finalizar a arte, mas acabei assim, numa coisa mais simples mesmo. Acho que deu para reparar desde o último header que eu estou gostando de algo mais simples, né?

Para finalmente encerrar este post que tem me acompanhado já faz tempos, deixo aqui os headers que já fizeram parte do blog e o atual: e aí, qual vocês preferem?

Primeiro header.


Segundo header.

Novo.

Eu particularmente gostei mais do atual, mas eu gostava muito do primeiro também :)
Até a próxima!



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12 de setembro de 2014

Comendo Feijãozinho-de-todos-os-sabores


Eu não sei porque eu tenho essas idéias de me gravar fazendo essas coisas, sério hahahaha! Esse vídeo, como o próprio título já diz, é sobre minha pessoa comendo feijãozinho-de-todos-os-sabores, no qual eu faço muitas caretas feias e sofro bastante hahahaha! Sério, os que são gostosos, são gostosos, mas o que são ruins, são ruins mesmo.
Enfim, não tem muito o que falar, só vendo mesmo, enjoy!



Eu fiquei chamando os every flavour beans de feijãozinho mágico toda hora, mas vocês entenderam rs.

E claro, fotos dos feijõezinhos de todos os sabores e outras bugigangas potterianas:







A aparência dos feijões e seus respectivos sabores.


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